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quarta-feira, 19 de março de 2008

Evangélica de Duas Caras

Cultura : Domingo Espetacular foi imparcial, diz Record sobre evangélica de Duas Caras.

A Central Record de Comunicação informou, no final da tarde desta segunda-feira, que o programa "Domingo Espetacular" abordou, de "forma neutra e imparcial", os fatos referentes ao comportamento de uma personagem evangélica na novela "Duas Caras", da Globo.
(Fonte: Folha Online) - No domingo, o programa da Record exibiu uma reportagem sobre a notícia publicada pela revista "Veja" desta semana. A emissora criticou a trama de Aguinaldo Silva por ter levado ao ar uma cena na qual a personagem Edivânia (Susana Ribeiro) comandava uma tentativa de linchamento do triângulo amoroso formado pelos personagens Dália (Leona Cavali), Bernardinho (Thiago Mendonça) e Heraldo (Alexandre Slaviero). A Globo foi acusada abertamente de incitar o preconceito contra evangélicos.
Na nota enviada à Folha Online, a Record informa que "procurou ouvir as partes envolvidas na polêmica, ou seja, levou ao ar a visão de contestação dos evangélicos, opiniões de especialistas em várias áreas, trechos do texto pertinente ao assunto publicado no blog do autor da novela e divulgou a versão da Globo".
Ao reagir à reportagem da Record, o diretor da Central Globo de Comunicação, Luis Erlanger, disse que a novela "Duas Caras" é uma ficção, lembrando que "chute na santa, campanha para acabar com as festas de São João etc., isto, sim, é coisa da vida real".
Segundo a Record, o "Domingo Espetacular" registrou a maior audiência desde a estréia da atração em abril de 2004. Com pico de 20 pontos, média de 15 e "share" (participação no total de TVs ligadas) de 24%, o programa, apresentado por Paulo Henrique Amorim, Janine Borba e Tina Roma, ficou em segundo lugar no ranking da audiência.
Confira a íntegra da nota da Record:
O programa Domingo Espetacular do dia 16/03, exibiu uma reportagem que repercutia a notícia publicada pela Revista Veja desta semana. Na reportagem "Fogueira Santa", o jornalista Marcelo Marthe relatou os acontecimentos referentes ao comportamento de uma personagem evangélica em uma das tramas da Rede Globo.
O Domingo Espetacular abordou a questão de forma neutra e imparcial. Procurou ouvir as partes envolvidas na polêmica, ou seja, levou ao ar a visão de contestação dos evangélicos, opiniões de especialistas em várias áreas, trechos do texto pertinente ao assunto publicado no blog do autor da novela e divulgou a versão da Globo.(fonte: O verbo)


André Valadão

VAMOS NOS LEVANTAR
CONFESSO QUE ESTOU CHOCADO E REVOLTADO COM A FORMA, ESTERIOTIPO E PRECONCEITO DESTA EMISSORA CONTRA OS EVANGELICOS.MINHA TRISTEZA É MUITO GRANDE E MEU CORACAO ESTA ABATIDO COM TUDO ISSO.QUERO PEDIR A VOCE QUE ORE PELO AUTOR DESTE EPISÓDIO TÃO VERGONHOSO, POR CADA ATOR QUE PARTICIPOU E POR ESTA EMISSORA. QUE DEUS ILUMINE O CORAÇÃO DELES, QUE HAJA MISERICORDIA E PERDÃO DA PARTE DE DEUS, E QUE NOSSO TESTEMUNHO SEJA SEMPRE O MELHOR PARA O MUNDO.QUANTO A EMISSORA EM SI, CREIO QUE DEVEMOS EVITAR AO MÁXIMO ASSISTÍ-LA, POIS SOMOS UM GRANDE NÚMERO EM AUDIÊNCIA E NAO PODEMOS ACEITAR ESTA REALIDADE IMPOSTA E DESCRIMINATIVA.
EM CRISTO,
AV.

Veja a reportagem:


Fontes:

sexta-feira, 21 de dezembro de 2007

A matemática da vida


Salmos 90:12 Ensina-nos a contar os nossos dias, para que alcancemos coração sábio.

Em períodos como esse, preparativos para as festas de final de ano, onde muitos estão fazendo planos para o futuro, outros frustrados por não terem alcançado o que almejaram, são momentos onde falhamos na matemática da vida. Mas qual é a fórmula para alcançar o sucesso? Se todos soubessem o mundo seria muito melhor.

A matemática da vida é dada por Deus aos homens, a sabedoria criada por ele. Segundo ela mesma, “Drª Sabedoria”, os que a encontram, encontram a vida e alcançam o favor do Senhor (Provérbios 8,35).

A matemática da vida é a base para ciências mais específicas, a “Drª Sabedoria”, formada em arquitetura, era aluno de Deus e o auxiliava na criação do mundo (Provérbios 8,30 Revista Corrigida). Realmente ela tem um currículo admirável, para não dizer invejável.

Provérbios 8:

No poder executivo:

v15 Por meu intermédio, reinam os reis, e os príncipes decretam justiça.

No Legislativo e judiciário:

v16 Por meu intermédio, governam os príncipes, os nobres e todos os juízes da terra.

No mercado financeiro, compra e venda de ações e aplicações:

v18 Riquezas e honra estão comigo, bens duráveis e justiça.

v19 Melhor é o meu fruto do que o ouro, do que o ouro refinado; e o meu rendimento, melhor do que a prata escolhida.

Honestidade e compromisso com o cliente:

v20 Ando pelo caminho da justiça, no meio das veredas do juízo,

v21 para dotar de bens os que me amam e lhes encher os tesouros.

Consultoria:

A “Drª Sabedoria” oferece um serviço de consultoria que está disponível gratuitamente: Provérbios 8:17 “Eu amo os que me amam; os que me procuram me acham.”

Tiago 1:5 E, se algum de vós tem falta de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá liberalmente e não o lança em rosto; e ser-lhe-á dada.

A dica principal então é irmos diretamente ao professor, e pedir a ele uma porção desse conhecimento, dessa sabedoria, quantos não gostariam de crescer como a “Drª Sabedoria”, mas para isso temos que aprender com Deus a matemática da vida.

1º Precisamos aprender a contar com Deus.

Salmos 90:12 Ensina-nos a contar os nossos dias, para que alcancemos coração sábio.

É difícil entender, pois saber que 1+1=2, isso é fácil, mas entender que contar dias+dias=coração sábio, isso é incomum. Ano após ano muitos cometem os mesmos erros, ou simplesmente continuam fazendo “nada” para mudar de vida, nesse aspecto a matemática da vida criada por Deus concorda com a nossa lógica, pois nada+nada=nada. Gálatas 6:7 Não vos enganeis: de Deus não se zomba; pois aquilo que o homem semear, isso também ceifará. Então quando ouvir a voz de Deus te ensinando não endureça seu coração (Hebreus 3,15).

2º Entenda que as contas de Deus são justas:

Daniel 5:27 TEQUEL: Pesado foste na balança e achado em falta.

Deus considera nossas ações, se são retas diante de seus olhos ou não, todas elas são pesadas na balança de Deus. Não queira ser achado em falta.

Eclesiastes 11:9 Alegra-te, jovem, na tua juventude, e recreie-se o teu coração nos dias da tua mocidade; anda pelos caminhos que satisfazem ao teu coração e agradam aos teus olhos; sabe, porém, que de todas estas coisas Deus te pedirá contas.

Use uma balança justa, não tente enganar-se com duas medidas. Não seja justo a seus próprios olhos, e não julgue seu próximo com um peso maior, pois com a mesma medida que medires vos medirão também (Mateus 7:2).

3º O seu dinheiro não pode te levar ao sucesso:

1 Timóteo 6:10 Porque o amor do dinheiro é raiz de todos os males; e alguns, nessa cobiça, se desviaram da fé e a si mesmos se atormentaram com muitas dores.

Todo o dinheiro que uma pessoa possa juntar não trará a ela a felicidade, mas tormentos e dores. Nem mesmo poderá comprar a sabedoria que é dom de Deus para os que o amam (1 Coríntios 2:7 e 12:8). Veja o que diz os textos:

Atos 8:20 “...O teu dinheiro seja contigo para perdição, pois julgaste adquirir, por meio dele, o dom de Deus.

Mateus 6:24 Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de aborrecer-se de um e amar ao outro, ou se devotará a um e desprezará ao outro. Não podeis servir a Deus e às riquezas.

Mateus 6:33 buscai, pois, em primeiro lugar, o seu reino e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas.

4º Coloque seus projetos na dependência de Deus, você não sabe o dia de amanhã:

Tiago 4:13 Atendei, agora, vós que dizeis: Hoje ou amanhã, iremos para a cidade tal, e lá passaremos um ano, e negociaremos, e teremos lucros.

14 Vós não sabeis o que sucederá amanhã. Que é a vossa vida? Sois, apenas, como neblina que aparece por instante e logo se dissipa. 15 Em vez disso, devíeis dizer: Se o Senhor quiser, não só viveremos, como também faremos isto ou aquilo.

Muitas pessoas tem sido frustradas por confiarem em homems, no mercado de ações, no sócio, no patrão, no lucro da empresa, na sua própria capacidade de administrar. A sabedoria de Deus vem do alto, independe de nossa capacidade, a sabedoria de Deus já existia muito antes de nossa capacidade se desenvolver. Queira aprender com Deus, e ser dependente dele.

5º O pouco com Deus é muito, e o muito sem Deus dura pouco.

João 6:9 Está aí um rapaz que tem cinco pães de cevada e dois peixinhos; mas isto que é para tanta gente?10 Disse Jesus: Fazei o povo assentar-se; pois havia naquele lugar muita relva. Assentaram-se, pois, os homens em número de quase cinco mil. 11 Então, Jesus tomou os pães e, tendo dado graças, distribuiu-os entre eles; e também igualmente os peixes, quanto queriam. 12 E, quando já estavam fartos, disse Jesus aos seus discípulos: Recolhei os pedaços que sobraram, para que nada se perca. 13 Assim, pois, o fizeram e encheram doze cestos de pedaços dos cinco pães de cevada, que sobraram aos que haviam comido.

Aprenda isso, há um poder em Deus para multiplicar os recursos, e ainda sobejar. Mas isso é para a glória de Deus, dependa dele e você viverá milagres, depender e confiar em Deus é uma atitude de fé.

Não despreze os pequeninos perto de você, Deus pode usá-los para alimentar multidões, enquanto você fica atônito sem prosperar. Não queira ser grande diante de Deus, seja pequeno e usado por ele para fazer coisas grandes.

5º O desgaste do dia-a-dia impede o seu sucesso, conte com Deus para lhe fortalecer:

Mateus 11:29 Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração, e encontrareis descanso para a vossa alma.

Eclesiastes 5:19 Quanto ao homem a quem Deus conferiu riquezas e bens e lhe deu poder para deles comer, e receber a sua porção, e gozar do seu trabalho, isto é dom de Deus.

Não corra para ajuntar riquezas, não perca a sua alma, a sua paz, peça a Deus o dom que só ele pode dar, “o poder de comer, receber e ser feliz com seu trabalho”.

Marcos 8:36 Que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma?

6º Para ganhar em Deus é necessário perder por amor a Ele.

Mateus 16:25 Porquanto, quem quiser salvar a sua vida perdê-la-á; e quem perder a vida por minha causa achá-la-á.

Não perca sua vida tentando ser feliz, entregue sua vida a Jesus e encontre o verdadeiro caminho para a felicidade em Deus. João 14:6 Respondeu-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim. Na lógica humana todos os caminhos levam a Deus, mas isso não é verdade. Pensando em um mundo redondo pode parecer que sim, mas olhando para um universo infinito, pergunto a você: Para onde ir? Siga o caminho, a verdade e a vida. Nós nada sabemos acerca de direção, quando muitos ainda achavam que a terra era quadrada, veja o que já dizia as escrituras:

Isaías 40:22a Ele é o que está assentado sobre o globo da terra;

Deus já te deu o maior presente que você poderia ganhar: João3:16 Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.

Receba esse presente, que é o amor de Deus em Jesus Cristo, e seja feliz.

1 Coríntios 15:58 Portanto, meus amados irmãos, sede firmes e constantes, sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que o vosso trabalho não é vão no Senhor.

Continue firme com sabedoria na matemática da vida que Deus preparou para você, e o seu trabalho no Senhor não será vão, mas terá sucesso.

Salmos 90:12 Ensina-nos a contar os nossos dias, para que alcancemos coração sábio.

Que seus dias e anos sejam vividos na sabedoria de Deus, e que na matemática da vida você alcance os resultados positivos que espera. Conte com Deus e siga firme e constante para o alvo, pois nEle o nosso trabalho não é vão.

Graça, paz e misericórdia em Cristo nos sejam multiplicadas.

Um abraço, Reinam.

terça-feira, 6 de novembro de 2007

Infanticídio - Crimes na floresta

Muitas tribos brasileiras ainda matam crianças – e a Funai nada faz para impedir o infanticídio

A fotografia acima foi tirada numa festa de aniversário realizada em 7 de julho em Brasília. Para comemorar os seus 12 anos, a menina Hakani pediu a sua mãe adotiva, Márcia Suzuki, que decorasse a mesa do bolo com figuras do desenho animado Happy Feet. O presente de que ela mais gostou foi um boneco de Mano, protagonista do filme. Mano é um pingüim que não sabe cantar, ao contrário de seus companheiros. Em vez de cantar, dança. Por isso, é rejeitado por seus pais. A história de Hakani também traz as marcas de uma rejeição. Nascida em 1995, na tribo dos índios suruuarrás, que vivem semi-isolados no sul do Amazonas, Hakani foi condenada à morte quando completou 2 anos, porque não se desenvolvia no mesmo ritmo das outras crianças. Escalados para ser os carrascos, seus pais prepararam o timbó, um veneno obtido a partir da maceração de um cipó. Mas, em vez de cumprirem a sentença, ingeriram eles mesmos a substância.
O duplo suicídio enfureceu a tribo, que pressionou o irmão mais velho de Hakani, Aruaji, então com 15 anos, a cumprir a tarefa. Ele atacou-a com um porrete. Quando a estava enterrando, ouviu-a chorar. Aruaji abriu a cova e retirou a irmã. Ao ver a cena, Kimaru, um dos avôs, pegou seu arco e flechou a menina entre o ombro e o peito. Tomado de remorso, o velho suruuarrá também se suicidou com timbó. A flechada, no entanto, não foi suficiente para matar a menina. Seus ferimentos foram tratados às escondidas pelo casal de missionários protestantes Márcia e Edson Suzuki, que tentavam evangelizar os suruuarrás. Eles apelaram à tribo para que deixasse Hakani viver. A menina, então, passou a dormir ao relento e comer as sobras que encontrava pelo chão. "Era tratada como um bicho", diz Márcia. Muito fraca, ela já contava 5 anos quando a tribo autorizou os missionários a levá-la para o Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto, em São Paulo. Com menos de 7 quilos e 69 centímetros, Hakani tinha a compleição de um bebê de 7 meses. Os médicos descobriram que o atraso no seu desenvolvimento se devia ao hipotireoidismo, um distúrbio contornável por meio de remédios.
Márcia e Edson Suzuki conseguiram adotar a indiazinha. Graças a seu empenho, o hipotireoidismo foi controlado, mas os maus-tratos e a desnutrição deixaram seqüelas. Aos 12 anos, Hakani mede 1,20 metro, altura equivalente à de uma criança de 7 anos. Como os suruuarrás a ignoravam, só viria a aprender a falar na convivência com os brancos. Ela pronunciou as primeiras palavras aos 8 anos. Hoje, tem problemas de dicção, que tenta superar com a ajuda de uma fonoaudióloga. Um psicólogo recomendou que ela não fosse matriculada na escola enquanto não estivesse emocionalmente apta a enfrentar outras crianças. Hakani foi alfabetizada em casa pela mãe adotiva. Neste ano, o psicólogo autorizou seu ingresso na 2ª série do ensino fundamental.
A história da adoção é um capítulo à parte. Mostra como o relativismo pode ser perverso. Logo que retiraram Hakani da aldeia, os Suzuki solicitaram autorização judicial para adotá-la. O processo ficou cinco anos emperrado na Justiça do Amazonas, porque o antropólogo Marcos Farias de Almeida, do Ministério Público, deu um parecer negativo à adoção. No seu laudo, o antropólogo acusou os missionários de ameaçar a cultura suruuarrá ao impedir o assassinato de Hakani. Disse que semelhante barbaridade era "uma prática cultural repleta de significados".
Ao contrário do que acredita o antropólogo Almeida, os índios da tribo não decidem sempre da mesma forma. Em 2003, a suruuarrá Muwaji deu à luz uma menina, Iganani, com paralisia cerebral. A aldeia exigiu que ela fosse morta. Muwaji negou-se a executá-la e conseguiu que a tribo autorizasse seu tratamento em Manaus. Médicos da capital amazonense concluíram que o melhor seria encaminhar Iganani para Brasília. Antes disso, porém, foi necessário driblar a Fundação Nacional do Índio (Funai). O órgão vetou sua transferência com o argumento de que um índio isolado não poderia viver na civilização. Só voltou atrás quando o caso foi denunciado à imprensa. Agora, Iganani passa três meses por ano em Brasília. Aos 4 anos, consegue caminhar com o auxílio de um andador. Estaria melhor se a Funai permitisse que ela morasse continuamente em Brasília. Há dois anos, os suruuarrás voltaram a enfrentar uma mãe que se recusava a matar a filha hermafrodita, Tititu. A tribo consentiu que a menina fosse tratada por brancos. Em São Paulo, ela passou por uma cirurgia corretora. Sem a anomalia, Tititu foi finalmente aceita pela aldeia.

O infanticídio é comum em determinadas espécies animais. É uma forma de selecionar os mais aptos. Quando têm gêmeos, os sagüis matam um dos filhotes. Chimpanzés e gorilas abandonam as crias defeituosas. Também era uma prática recorrente em civilizações de séculos atrás. Em Esparta, cidade-estado da Grécia antiga que primava pela organização militar de sua sociedade, o infanticídio servia para eliminar aqueles meninos que não renderiam bons soldados. Um dos seus mais brilhantes generais, Leônidas entrou para a história por ter liderado a resistência heróica dos Trezentos de Esparta no desfiladeiro de Termópilas, diante do Exército persa, em 480 a.C. Segundo o historiador Heródoto, Leônidas teria sido salvo do sacrifício apesar de ter um pequeno defeito em um dos dedos da mão porque o sacerdote encarregado da triagem pressentiu o grande futuro que o bebê teria.


Entre os índios brasileiros, o infanticídio foi sendo abolido à medida que se aculturavam. Mas ele resiste, principalmente, em tribos remotas – e com o apoio de antropólogos e a tolerância da Funai. É praticado por, no mínimo, treze etnias nacionais. Um dos poucos levantamentos realizados sobre o assunto é da Fundação Nacional de Saúde. Ele contabilizou as crianças mortas entre 2004 e 2006 apenas pelos ianomâmis: foram 201. Mesmo índios mais próximos dos brancos ainda praticam o infanticídio. Os camaiurás, que vivem em Mato Grosso, adoram exibir o lado mais vistoso de sua cultura. Em 2005, a tribo recebeu dinheiro da BBC para permitir que lutadores de judô e jiu-jítsu disputassem com seus jovens guerreiros a luta huka-huka, parte integrante do ritual do Quarup, em frente às câmeras da TV inglesa. Um ano antes, porém, sem alarde, os camaiurás enterraram vivo o menino Amalé, nascido de uma mãe solteira. Ele foi desenterrado às escondidas por outra índia, que, depois de muita insistência, teve permissão dos chefes da tribo para adotá-lo.
Há três meses, o deputado Henrique Afonso (PT-AC) apresentou um projeto de lei que prevê pena de um ano e seis meses para o "homem branco" que não intervier para salvar crianças indígenas condenadas à morte. O projeto classifica a tolerância ao infanticídio como omissão de socorro e afirma que o argumento de "relativismo cultural" fere o direito à vida, garantido pela Constituição. "O Brasil condena a mutilação genital de mulheres na África, mas permite a violação dos direitos humanos nas aldeias. Aqui, só é crime infanticídio de branco", diz Afonso. Ao longo de três semanas, VEJA esperou por uma declaração da Funai sobre o projeto do deputado e as histórias que aparecem nesta reportagem. A fundação não o fez e não justificou sua omissão. Extra-oficialmente, seus antropólogos apelam para o argumento absurdo da preservação da cultura indígena. A Funai deveria ouvir a índia Débora Tan Huare, que representa 165 etnias na Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira: "Nossa cultura não é estável nem é violência corrigir o que é ruim. Violência é continuar permitindo que crianças sejam mortas".

Por: Leonardo Coutinho
Fonte: Veja


A JOCUM JÁ ESTÁ NESSA LUTA HÁ ALGUM TEMPO, CONFIRA A MATÉRIA ABAIXO PUBLICADA NO SITE DA MISSÃO EM 20/12/2005:

Congresso escuta JOCUM na questão dos Direitos Humanos indígenas

No próximo dia 14 de dezembro, membros da JOCUM estarão diante do congresso nacional para debater a questão dos direitos humanos indígenas.

No próximo dia 14 de dezembro, membros da JOCUM estarão diante do congresso nacional para debater a questão dos direitos humanos indígenas. Em uma audiência pública juntamente com a FUNAI, FUNASA e a secretaria contra preconceito e injustiça social, a JOCUM estará diante de deputados respondendo à perguntas sobre a questão do infanticídio e abandono de deficientes físicos que é recorrente nas tribos indígenas. Durante a mesma ocasião a lei que descriminaliza o aborto será votada. Não é apenas uma coincidência. A pauta é a mesma. Os índios estão se levantando no pessoa de várias entidades inclusive o CONPLEI (Conselho de Pastores e Líderes Evangélicos Indígenas) , para dizer que têm o direito de mudar a tradição de seu povo e preservar a vida de crianças que tradicionalmente deveriam ser mortas. Alguns deputados no entanto representando o interesse de um grupo pequeno de intelectuais tentam impor ao Brasil uma legislação favorável ao aborto que tornaria o país o portador da lei mais liberal do mundo nesta questão. O questão é obviamente uma só: o direito à vida. Índios e não-índios têm direito à vida e ninguém pode roubar deles. Crianças nascidas ou não têm valor diante de Deus, e nenhuma cultura seja ela cultura ocidental ou indígena tem o dirieto de legislar contra a vida. Por favor orem por nós, no dia 14 de dezembro, orem pelo Brazil clamando a misericórdia do Senhor sobre nossa nação!!!

Matéria no site da Jocum publicada por mailto:braulia@gmail.com em 20/12/2005 01:28:20.

O que você pensa acerca do infanticídio como cultura? Você é contra a mudança da cultura desses povos pela vida, ou não?

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Rio: templo evangélico reúne integrantes do Bope

Era uma operação no Complexo do Alemão, zona norte do Rio. Acuados no beco, quatro garotos armados. Os mesmos que, minutos antes, se esgueiravam pelas vielas empinando fuzis e fugindo dos estilhaços das granadas que lançavam no Caveirão. Cabia ao experiente soldado M., 37 anos, do Batalhão de Operações Especiais (Bope), o direito à primeira rajada. Calado, M. sinalizou, cedeu a vez a um colega e assistiu às mortes. (Fonte: Terra)

O testemunho ainda emociona o soldado. Passados quatro meses do episódio, ele é um dos quase 50 membros dos Caveiras de Cristo. Homens de preto, integrantes da tropa de elite da PM, evangélicos, que se reúnem todos os dias no terceiro andar da unidade para uma missão: orar. "Sempre fui sombrio, sinistro. Atirar em alguém era como pegar uma barata e pisar. Naquele dia, no Alemão, cheguei ao Bope, guardei meu armamento, tomei meu banho e fui para casa chorando. A imagem dos garotos não saía da minha cabeça. Estava incomodado. Como Deus dá vida e eu tiro a vida? Precisava mudar", conta o soldado.Os cultos dos caveiras não diferem do usual: leituras bíblicas, testemunhos, clamações de "amém" e até banda de louvor. Sentados lado a lado, os homens de preto oram, dão as mãos e profetizam dias mais calmos para a guerra urbana. "Vivemos uma luta do bem contra o mal. E o bem vai vencer. Eu me considero um soldado do Senhor. Acredito que só Jesus Cristo salva", afirma o comandante do Bope, coronel Pinheiro Neto, no culto de inauguração do espaço físico da congregação, na quarta-feira.Batizado na igreja católica e, recentemente, na condição de "aspirante" a evangélico, o oficial teve papel fundamental, dando aval para que a sala de oração fosse construída. A congregação fica num andar conhecido como Vale dos Ossos - apelidado por causa dos esqueletos das construções.É a última sala do corredor. Ao entrar, os policiais se deparam com um painel com pintura de nuvens. A obra, de um dos colegas de farda, tem a citação bíblica "Crê no Senhor Jesus e serás salvo tu e tua casa" (Atos 16:31). "Deus tem uma maneira de chamar todo mundo", relata o terceiro-sargento Valmir de Souza Silva, 33 anos.Curiosamente, o mentor da sede evangélica, o policial reformado Joaquim Thomé, 60 anos, foi reprovado no primeiro teste que fez para o Bope, em 1990. Além de ser caveira, ele sonhava em criar a congregação. Quatro anos depois, acabou transferido para a unidade. "Talvez, se tivesse sido aprovado logo, não teria me engajado tanto no evangelismo."Incursões de fé na favelaTrocar o fuzil pela Bíblia e pregar para quem, no dia-a-dia, é alvo. Empenhado no que considera uma missão de vida, o sargento Valmir dos Santos, 42 anos, acredita que é possível conciliar atividades tão complexas e diferentes. Pastor há 13 anos, ele busca nos ensinamento do Evangelho a resposta para o que parece incompatível."Na lei de Deus, você vai encontrar situações em que os servos tiveram que fazer uso de armamentos. Davi matou o gigante Golias e não foi condenado por isso. Muitas vezes, o PM é mal interpretado", explica ele, citando a passagem do livro Samuel.Para a antropóloga Elizabete Ribeiro Albernaz, 29 anos, que faz tese de mestrado sobre o Movimento Evangélico na Polícia Militar, as pregações nos cultos do Bope são pontuadas por termos que reproduzem o contexto de violência no qual estão submetidos os policiais."Confesso que fiquei espantada com o fato de eles terem esse movimento. É uma tropa que está envolvida com armamento mais pesado, cenário truculento. Nas orações, percebi que a palavra guerra é muito citada. O Evangelho acaba suprindo a carência de quem é exposto ao contexto de conflito", analisa ela, que, para pesquisa, já entrevistou 40 PMs de vários batalhões.A maioria dos Caveiras de Cristo se converteu após escapar de confrontos. Experiências fortes, que se transformaram em sinais divinos para quem viu a morte de perto."Meu encontro com Deus aconteceu há quase 10 anos. Eu e um amigo fomos verificar um informe no Morro do Turano, no Rio Comprido. Só que nos deparamos com dois caras armados. Houve confronto e o parceiro acabou atingido no peito duas vezes por tiro de ponto 30. Não sabia dos seus ferimentos e o ouvi chamar meu nome. Fui até onde ele estava e me deparei com seu corpo. Depois, conversando com uma médica, ela me disse que era impossível ele ter falado, porque morreu instantaneamente. Enxerguei aquilo como chamado de Deus", conta o cabo André Moura, 36 anos.Há sete anos no Bope, o soldado João de Carvalho, 32 anos, teve a conversão ligada a outro motivo: a vida desregrada. "Estava sem expectativa. Bebia, ia para festas, era infeliz. Quando você é tocado, pensa em um monte de besteiras, mas não quer aceitar que é Deus falando".A PM tem mais de 250 pastores e 13 mil congregados. "O Bope é uma operação de salvar vidas", comentou o presidente da União dos Evangélicos da PM do Rio (Uepmerj), pastor Liodir Barreto, durante culto na unidade.

Fonte: O Verbo

segunda-feira, 11 de junho de 2007

Vivendo o que Cantamos

Certo dia eu cantava uma música do Ministério de Louvor Diante do Trono e instantaneamente meu espírito foi incomodado para prestar bastante atenção ao que eu acabara de declarar: “irei contigo, onde quer que fores meu Senhor, o teu chamado cumprirei na alegria ou na dor [..].” * Devido aos modismos muitas vezes, nós cristãos, temos cantado as músicas simplesmente por cantar. Será que você já se sentiu assim? Entramos na onda e sutilmente ignoramos o que proferimos.Eu passei por isso! Fui confrontada. Eu pensei, será mesmo que eu irei? Passarei pela dor por Jesus? Nossa boca muitas vezes diz coisas que muitas vezes não estamos preparados para viver ou cumprir. Devemos lembrar que Deus vai nos questionar uma hora ou outra, pois se eu disse que estarei a disposição dele, chegará um momento em que ele vai me convocar. Isso é natural. Deus nos ensina e nos dá capacidade para realizar seus feitos, o que precisamos fazer é sempre estarmos convictos do que queremos e do que vamos fazer. Por isso é tão importante que vivamos o que cantamos e cantemos o que vivemos.Depois desta situação, nunca mais cantei o que eu não me sentia preparada para fazer. Claro, que se tal atitude não era algo que Deus havia me questionado para fazer, caso contrário o melhor é obedecer sem questionar. Vou tentar ilustrar o que estou tentando expor com um exemplo: Se eu não estou preparada para morrer por Cristo, devo eu abrir a boca e falar para ele que eu estou preparada para ir como missionária para um país em que cristãos são perseguidos e mortos? Mas é claro que não. É isso que estou tentando dizer. Se eu falo tenho que cumprir. E isso serve para todas as coisas em nossa vida. Vivendo e aprendendo.Isso não é uma tarefa fácil. Muitas vezes pecamos justamente naquilo que pregamos, questionamos ou aconselhamos. Além disso, ainda existe a pressão e as dificuldades mediante uma escolha positiva por Deus e sua vontade.Que possamos abrir nossos lábios justamente para aquilo que estamos preparados para fazer. Se você se sente capacitado para dizer:“Cumprirei tua visão, cumprirei minha missão, morrerei se preciso for, por amor a ti” *, cante, mas cante com convicção.Devemos lembrar que somos testados no que falamos. E é importante entender que buscar a Deus e fazer a sua vontade é muito valioso e vale a pena. Deus é maravilhoso e cuida de nós.Portanto, amados irmãos, que possamos ser bons exemplos quando abrirmos os nossos lábios para proferir o que somos e o que prometemos ser ou fazer. Que Deus realmente possa contar conosco todos os dias de nossas vidas. Lembre-se que tudo aquilo que você se sente incapacitado para fazer é Deus quem vai lhe capacitar. E Deus jamais vai lhe exigir algo que você não poderá cumprir.Tudo vai depender do que estamos dispostos a fazer por Deus!
ENTÃO GALERA FIQUE LIGADO !!
Que o Senhor os abençoe cada vez mais!

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