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sexta-feira, 25 de abril de 2008

Unindo política e religião para governar em paz.

POLITEÍSMO GRECO-ROMANO

O Império Romano passou a tolerar o cristianismo a partir de 313 d.C., com o Édito de Milão, assinado durante o império de Constantino I (do Ocidente) e Licínio (do Oriente), no mesmo dia em que ocorreu o casamento de Licínio com Constantia, irmã do imperador da porção ocidental do Império. Com este édito, o Cristianismo deixou de ser proibido e passou a ser uma das religiões oficiais do Império.
O Cristianismo tornou-se a única religião oficial do Império sob Teodósio I (379-395 d.C.). Inicialmente, o imperador detinha o controle da Igreja. A decisão não foi aceita uniformemente por todo o Império; o paganismo ainda tinha um número muito significativo de adeptos. Uma das medidas de Teodósio I para que sua decisão fosse ratificada foi tratar com rigidez aqueles que se opuseram a ela. O massacre de Tessalônica devido a uma rebelião pagã deixa clara esta posição do imperador. Um dos conflitos entre a nova religião do Império e a tradição pagã consistiu na condenação da homossexualidade, uma prática comum na Grécia antes e durante o domínio romano.


PANTHEON ROMANO X PARTENON GREGO


Pantheon romano:

O Panteão de Roma, situado em Roma, Itália, é o único edifício construído na época greco-romana que, atualmente, se encontra em perfeito estado de conservação. Desde que foi construído que se manteve em uso: primeiro como templo dedicado a todos os deuses do panteão romano (daí o seu nome) e, desde o século VII, como templo cristão.
O Panteão original foi construído em 27 a.C., durante a República Romana, durante o terceiro consulado de Marco Vipsânio Agripa. Efetivamente, o seu nome está inscrito sobre o pórtico do edifício. Lê-se aí: M.AGRIPPA.L.F.COS.TERTIUM.FECIT, o que significa: "Construído por Marco Agripa, filho de Lúcio, pela terceira vez cônsul".
De fato, o Panteão de Agripa foi destruído por um incêndio em 80 d.C., sendo totalmente reconstruído em 125, durante o reinado do imperador Adriano, como se pode comprovar pelas datas impressas nos tijolos que fazem parte da sua estrutura. A inscrição original, referindo-se à sua fundação por Agripa foi, então, inserida na fachada da nova construção de acordo com uma prática habitual nos projetos de reconstrução devidos a Adriano, por toda a Roma.
Adriano caracterizava-se pelo seu cosmopolitismo, viajou bastante pelas regiões orientais do império, e foi um grande admirador da cultura grega. O Panteão nasceu do seu desejo de fundar um templo dedicado a todos os deuses, num gesto ecuménico ou sincretista que abarcasse os novos povos sob a dominação do Império Romano, já que estes ou não adoravam os antigos deuses romanos ou (o que acontecia cada vez mais) adoravam-nos sob outras designações, adaptando deuses estrangeiros.
Em 608, o imperador bizantino Focas ofereceu o edifício ao Papa Bonifácio IV que o consagrou, em 609, como igreja cristã dedicada a Santa Maria e Todos-os-Santos (Mártires) - nome que mantém atualmente.

Partenon grego:

O Partenon ou Partenão (em grego antigo Παρθενών, transl. Parthenōn; em grego moderno Παρθενώνας, transl. Parthenónas) foi um templo da deusa grega Atena, construído no século V a.C. na acrópole de Atenas. É o mais conhecido dos edifícios remanescentes da Grécia Antiga e foi ornado com o melhor da arquitetura grega. Suas esculturas decorativas são consideradas um dos pontos altos da arte grega. O Partenon é um símbolo duradouro da Grécia e da democracia, e é visto como um dos maiores monumentos culturais do mundo.

O nome Partenon parece derivar da monumental estátua de Atena Partenos abrigada no salão leste da construção. Foi esculpida em marfim e ouro por Fídias e seu epíteto parthenos (em grego παρθένος, "virgem") refere-se ao estado virginal e solteiro da deusa. O Partenon foi construído para substituir um antigo templo destruído por uma invasão dos persas em 480 a.C.. Como muitos templos gregos, servia como tesouraria, onde se guardavam as reservas de moeda e metais preciosos da cidade e também da Liga de Delos, que se tornaria mais tarde o império ateniense. No século VI foi convertido numa igreja cristã dedicada à Virgem Maria.


OFÍCIO DA IMACULADA CONCEIÇÃO

Em 8 de dezembro de 1854 o Papa Pio IX, depois de várias reuniões com os estudiosos da Igreja, definiu como dogma a doutrina da Imaculada Conceição na Bula Ineffabilis Deus.
Neste documento a igreja católica romana, fruto político do império romano declara não hesitar em propor a Conceição da Virgem ao culto público e à veneração dos fiéis.


CONCLUSÃO

Não podendo conter o crescimento da igreja, visto que quanto mais a perseguia mais ela crescia, o império romano até então oficialmente pagão passa a utilizar a igreja estrategicamente como uma ferramenta para governar em paz.
Consolidando a igreja católica apostólica romana como religião oficial a poder do estado, o império operou domínio sobre os povos através de um modelo politeísta que abrigava espelhos de deuses pagãos em seus santos, como a virgem Maria que ficou no lugar da deusa Atena, a eternamente virgem dos gregos.

quinta-feira, 24 de abril de 2008

São Jorge caiu do cavalo

Ontem, dia 23/04/08, foi celebrado por católicos de todo o Brasil o dia de “São Jorge”, o time de futebol Corinthians fez uma festa para o santo que é seu padroeiro, mas para a decepção da torcida que é chamada de “fiel” a imagem caiu no chão e quebrou-se. A vice-presidente social do clube Marlene Matheus tranqüilizou o público informando que a imagem quebrada não é a mesma que ela adquiriu e foi abençoada pelo papa João Paulo 2º. "A que comprei é de madeira e é fixada em mármore na capela."

A idolatria é uma materialização emocional da fé, o homem tenta tocar no mundo espiritual de uma forma naturalmente simples, fica tudo muito mais fácil, o temor, o respeito, o lugar na casa separado para o ídolo, a correntinha no pescoço, tudo está ali e não requer nenhum outro esforço para o fiel, a não ser quando esse deseja uma “graça” especial, então recorrem ao subir escadarias de joelhos, fazer procissões carregando a imagem, e outras formas criativas de sacrifício, muitas vezes sincero, porém em vão segundo a palavra de Deus. O desejo no coração de todo cristão é que o mundo conheça a Deus realmente, entenda que sua graça é um favor imerecido, que Ele nos abençoa por que nos ama, e nós podemos amá-lo através do sacrifício de Jesus Cristo.

A história mostra que antes da igreja católica apostólica romana ser oficializada por Constantino, Jorge era um cristão que morreu martirizado por não aceitar curvar-se diante de ídolos romanos. O que ele acharia hoje das pessoas o idolatrarem como imagem, e não viverem uma vida de renuncia por amor a Jesus Cristo como ele mesmo fez?

História de Jorge

Jorge teria nascido na antiga Capadócia, região da atual Turquia. Ainda criança, mudou-se para a Palestina com sua mãe após seu pai morrer em batalha. Sua mãe, ela própria originária da Palestina, possuía muitos bens e o educou com esmero. Ao atingir a adolescência, Jorge entrou para a carreira das armas, por ser a que mais satisfazia à sua natural índole combativa. Logo foi promovido a capitão do exército romano devido a sua dedicação e habilidade - qualidades que levaram o imperador a lhe conferir o título de conde da Capadócia. Aos 23 anos passou a residir na corte imperial em Roma, exercendo a função de Tribuno Militar.
Neste tempo sua mãe faleceu e ele, tomando grande parte nas riquezas que lhe ficaram, foi-se para a corte do Imperador. Vendo, Jorge, que urdia tanta crueldade contra os cristãos, parecendo-lhe ser aquele tempo conveniente para alcançar a verdadeira salvação, distribuiu com diligência toda a riqueza que tinha aos pobres.
O imperador Diocleciano tinha planos de matar todos os cristãos e no dia marcado para o senado confirmar o decreto imperial, Jorge levantou-se no meio da reunião declarando-se espantado com aquela decisão, e afirmou que os os ídolos adorados nos templos pagãos eram falsos deuses.
Todos ficaram atônitos ao ouvirem estas palavras de um membro da suprema corte romana, defendendo com grande ousadia a fé em Jesus Cristo. Indagado por um cônsul sobre a origem dessa ousadia, Jorge prontamente respondeu-lhe que era por causa da Verdade. O tal cônsul, não satisfeito, quis saber: "O que é a Verdade?". Jorge respondeu-lhe: "A Verdade é meu Senhor Jesus Cristo, a quem vós perseguis, e eu sou servo de meu redentor Jesus Cristo, e Nele confiado me pus no meio de vós para dar testemunho da Verdade."
Como Jorge mantinha-se fiel ao cristianismo, o imperador tentou fazê-lo desistir da fé torturando-o de vários modos. E, após cada tortura, era levado perante o imperador, que lhe perguntava se renegaria a Jesus para adorar os ídolos. Todavia, Jorge reafirmava sua fé, tendo seu martírio aos poucos ganhado notoriedade e muitos romanos tomado as dores daquele jovem soldado, inclusive a mulher do imperador, que se converteu ao cristianismo. Finalmente, Diocleciano, não tendo êxito, mandou degolá-lo no dia 23 de abril de 303, segundo a tradição católica, em Nicomédia (Ásia Menor).
Os restos mortais de São Jorge foram transportados para Lida (Antiga Dióspolis), cidade em que crescera com sua mãe. Lá ele foi sepultado, e mais tarde o imperador cristão Constantino, mandou erguer suntuoso oratório aberto aos fiéis para que a devoção ao santo fosse espalhada por todo o Oriente.
Ninguém precisa pedir forças a “São Jorge” ou a qualquer outra imagem, basta crer em Jesus Cristo como o próprio Jorge fez e nunca se curvar a idolos.

Salmo 115:
1 Não a nós, SENHOR, não a nós, mas ao teu nome dá glória, por amor da tua benignidade e da tua verdade.
2 Por que dirão as nações: Onde está o seu Deus?
3 Mas o nosso Deus está nos céus e faz tudo o que lhe apraz.
4 Os ídolos deles são prata e ouro, obra das mãos dos homens.
5 Têm boca, mas não falam; têm olhos, mas não vêem;
6 têm ouvidos, mas não ouvem; nariz têm, mas não cheiram.
7 Têm mãos, mas não apalpam; têm pés, mas não andam; nem som algum sai da sua garganta.
8 Tornem-se semelhantes a eles os que os fazem e todos os que neles confiam.
9 Confia, ó Israel, no SENHOR; ele é teu auxílio e teu escudo.
10 Casa de Arão, confia no SENHOR; ele é teu auxílio e teu escudo.
11 Vós, os que temeis ao SENHOR, confiai no SENHOR; ele é vosso auxílio e vosso escudo.
12 O SENHOR, que se lembrou de nós, abençoará; abençoará a casa de Israel; abençoará a casa de Arão.
13 Abençoará os que temem ao SENHOR, tanto pequenos como grandes.
14 O SENHOR vos aumentará cada vez mais, a vós e a vossos filhos.
15 Sede benditos do SENHOR, que fez os céus e a terra.
16 Os céus são os céus do SENHOR; mas a terra, deu-a ele aos filhos dos homens.
17 Os mortos não louvam ao SENHOR, nem os que descem ao silêncio.
18 Mas nós bendiremos ao SENHOR, desde agora e para sempre. Louvai ao SENHOR!

Cofia no Senhor, ele é quem nos guarda.

Fonte:
Uol: Canal de Esportes
Wikipédia: Constantino
Wikipédia: História do cristão Jorge

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